domingo, 29 de março de 2026

O Conde que Passeia

O Homem que Passeia - Jiro Taniguchi

Senti uma urgência gigantesca de escrever este texto exatamente agora. O motivo, é claro, foi uma música que começou a tocar no meu fone.

Estou me referindo a I Love You, do The Velvet Underground. Essa música é linda. Sinto uma paixão difícil de explicar ao ouvi-la. Uma paixão que eu nem sei de onde vem; talvez venha da própria vida. Estou amando viver, e fico muito feliz por conseguir pensar assim neste momento.

Indo um pouco mais direto ao ponto, e contando sobre o dia em que percebi que essa música havia me marcado, aconteceu o seguinte: eu estava indo ao cinema, ao meu maior refúgio, meu lugar preferido deste ovo que chamamos de Goiânia: o Cine Cultura.

O ponto é que eu havia marcado de sair com uma garota (espaço dedicado ao texto que vou escrever sobre ela em algum momento cujo link será inserido aqui) e levei um bolo bem bonito. Infelizmente, não foi no sentido literal, porque eu tava brocadíssimo. Foi um bolo desacreditado, porém esperado, dado o nosso histórico.

No fim, acabei aproveitando demais o filme. Era a última sessão de If I Had Legs I’d Kick You, um filme incrivelmente incrível, sobre o qual provavelmente vou acabar falando mais em algum momento, como faço no letterboxd.

Depois da sessão, tive uma caminhada gostosinha demais da conta até a minha casa. Lembro que o clima estava bem agradável. Fiz questão de desviar o caminho várias vezes, o que acabou me levando a alguns lugares que, em algum momento da minha vida, deixaram uma marca em mim.

Havia o quintal que, no dia em que vi O Iluminado no Cine Cultura, aparentava ser um terreno baldio por causa da escuridão, mas que, na verdade, era o quintal da Associação Goiânia de Escritores, lugar querido onde me encontrei pela primeira vez com meu genial conterrâneo Hélverton Baiano. Esse quintal tinha várias pinturas com frases lindas, provavelmente de escritores goianos. Fiquei pelo menos uns cinco minutos parado do lado de fora da grade, apreciando aquela vista enquanto ouvia alguma música da minha playlist de fevereiro.

Outro momento absurdamente marcante daquele dia foi passar pela pracinha que fica ao lado do Ambiente. O tempo estava se fechando enquanto Jupiter Apple atravessava meu fone com uma de suas alucinações mal resolvidas em tom sinergicamente alegre: Beatle George. Como eu amo essa música e a energia que ela traz para dentro de mim.

O ponto é que, naquele momento, havia um senhor gari varrendo a calçada com um colega de trabalho, ambos num humor péssimo. Assim que ele conseguiu juntar um montinho de folhas, o tempo fechado trouxe um sopro de Schadenfreude para a vida daqueles senhores. Eu amo Beatle George e palavras sintetizantes.

Esse sopro nada mais era do que uma felicidade dissimulada na vida proletária daqueles homens. Imagine o vento levando todas as folhas que eles tinham acabado de juntar, enquanto ambos caíam no chão de tanto rir. Foi um momento bonito de presenciar. Um desses momentos que fazem a vida parecer mais simples por alguns instantes.

Obrigado, Jupiter Apple, por ser a trilha sonora perfeita desse momento.

O sono está me pegando agora, então vou simplesmente parar de escrever de forma súbita e deixar para falar mais sobre qualquer baboseira outro dia, para o caso de 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Mergulhador Sagrado

Holy Diver - Dio

Holy Diver é, sem dúvidas, uma música boa pra caralho. Neste momento eu estou na biblioteca da minha faculdade desperdiçando um tempo que deveria estar sendo destinado a minha prova de Sistemas Distribuídos que vou ter na quinta feira a noite. Acontece que eu to com a cabeça meio cheia ultimamente e eu decidi que vou me permitir fazer o que eu não deveria estar fazendo sem ficar me martirizando depois. Falei de Holy Diver apenas por que é a música que estou ouvindo no momento, e eu tenho certeza que literalmente toda vez que eu estava escrevendo para o blog, eu também estava ouvindo música. Vou aproveitar esse gancho pra tocar em um assunto de interesse próprio, estou reassistindo Jojo Bizarre Adventures, e o que isso tem a ver com Holy Diver? Tudo, já que o Dio é tão incrível na banda quanto é no anime.

Cara, Jojo é bom demais. Me assusta que faça tanto tempo que eu assisti Jojo, e eu só me dou conta disso por lembrar de alguns acontecimentos:

- Quando eu comecei a ver Jojo, Golden Wind estava em seu lançamento semanal.

- Lembro claramente de segurar o choro com uma namorada que tive enquanto assistíamos a morte de um personagem bem metalicano, e isso foi em 2020, na época que não se fazia ideia do que viria a se tornar o COVID-19. Cacetada, essa é uma baita história que eu tenho que registrar um dia e torcer para que nenhum conhecido nunca encontre este blog.

- Li Stone Ocean e pelo menos metade de Stell Ball Run com minha querida amiga Diana e o meu cinéfilo preferido, Jonathan, ao longo da pandemia. Tive a oportunidade de conhecer ambos numa bolha otaku do twitter graças à minha amiga Bibia que também fazia parte da mesma bolha. O mais incrível é que já consegui conhecer as duas pessoalmente, baita realização. Consigo dizer com todas as palavras que as duas me salvaram nesse período, junto com a Úrsula.

Acho tão lindo pensar em todos os momentos que vivi com essa galera, fizeram e continuarão fazendo parte da minha vida até o dia da minha morte e eu espero nunca esquecer de todos esses momentos.

Sobre estar reassistindo o anime, é uma decisão que venho postergando a um bom tempo. Tô com vontade de fazer isso desde o anúncio de Stone Ocean (PORRA! EU ERA PEDREIRO ESSA ÉPOCA, perai que eu preciso de um parágrafo só pra isso).

Caralho! Acabei de me lembrar do momento em que vi o anúncio da nova temporada. Eu estava em horário de almoço, era um tempinho bem curto, uma hora para almoçar e descansar. Enquanto eu descansava, abri o twitter rapidinho e me deparei com o anúncio mais cabuloso que eu havia visto nos últimos tempos. Devo ter mandado na mesma hora pra Diana, na época que a gente lia o mangá, não tinha nem sinal de uma nova temporada. Só lembro que fiquei muito feliz e ansioso. O engraçado mesmo é que até hoje não acabei de assistir Stone Ocean. Mas cara, é meio compreensível pelo formato em que o anime foi lançado na Netflix.

Voltando para o parágrafo anterior, o que me motivou a reassistir de verdade foi o anúncio de Steel Ball Run, que eu nem cheguei a finalizar o mangá. Decidi que não vou, irei apenas reassistir com calma e aproveitar o anime mais uma vez. Dessa vez to assistindo com o Cadu, já vimos Phantom Blood e atualmente estamos no primeiro episódio de Battle Tendency, ainda falta muuuuuuita coisa, mas ta sendo bem legal.

Acabou que esse texto se tornou um texto sobre um pouquinho da minha experiência com Jojo, ou pelo menos como Jojo esteve presente em minha vida nos últimos tempos e afetou minhas relações sociais. Lembrei de uma foto que tirei carregando vários tocos no ombro enquanto fazia uma jojopose. Melhor ainda, me lembrei que eu tirava muitas fotos fazendo jojoposes, achava muito legal.

No momento, ta tocando Strange World de Iron Maiden no meu fone de ouvido. Uma música perfeita para uma despedida. Uma despedida direcionada a qualquer um que esteja lendo esse texto, e que sinto que esse alguém serei eu daqui a alguns meses ou anos. Adeus.