domingo, 5 de outubro de 2025

Quem delira sem ter febre?

Images, Robert Altman
Quase três anos, exatamente 903 dias desde a última postagem. Como o tempo tem passado rápido, e é interessante que nesse exato momento eu esteja ouvindo Tempo Perdido de Legião Urbana, e também é possível que ao compasso em que prolongo esse texto, ele seja influenciado pelas músicas que estão sendo tocadas, já que eu não tenho nada além da vontade de escrever nesse momento.

Bom, esse tempo todo é bastante tempo para não escrever nada, mas não foi bem assim. Eu escrevi bastante coisa nesse período, grande parte dessas coisas foram fórmulas ou induções matemáticas, mas para além disso, também escrevi alguns textos isolados quando senti necessidade, uma resenha ou outra sobre umas coisinhas que me marcaram, etc e tal.

O que realmente importa é que esse tempo, de forma alguma, foi perdido. Muita coisa aconteceu, tanta coisa que eu não conseguiria me lembrar nem se quisesse. Uma boa forma de me guiar seria acompanhando as datas pela galeria do meu celular (eu tiro muitas fotos, apesar de eu quase não aparecer em nenhuma). 

Cara!! Eu nem morava em uma república quando escrevi Computa que eu gosto. Esse foi, sem sombra de dúvidas, o acontecimento que mais afetou minha vida nos últimos anos. Essa é uma experiência que vou levar pra vida toda e que tenho que separar um tempinho só pra falar sobre ela.

Enfim, deixando de lado todos os acontecimentos desse período, me deu vontade de falar sobre algo bem específico e recorrente neste blog, meu amigo Jotabê.

Lá vai:

Goiânia - Goiás, 05 de outubro de 2025.

Caro amigo Jotabê, do qual me recuso a chamar de José Botelho, por que Botelho era o sobrenome da minha ex. Brincadeira (mas é sério), só me sinto mais seu amigo te chamando de Jotabê,

Venho, por meio desta, expressar minha admiração por sua pessoa e, também, compartilhar um acontecimento recente.

Começando pelo segundo, que de fato deve ser algo estranho de se ler e que provavelmente nunca tenha passado pela sua cabeça que ocorreria, ao menos não nessas circunstâncias. Aquele meu comentário no seu texto "SÓ PROCESSANDO", que acabou fazendo com que você desse as caras por aqui, e consequentemente me levou a escrever essa carta, na verdade só aconteceu por que eu estava em casa, conversando com uns amigos enquanto almoçava sobre uns livros muito malucos que cada um já tinha lido.

Eu acabei mencionando um livro chamado "Café da Manhã dos Campeões", que li a um tempão. Esse livro é de um escritor chamado Kurt Vonnegut, um escritor que definitivamente não bate bem da cabeça e que, com certeza, por conta disso, é tão incrível e que marcou tanto minha adolescência. Inclusive, tenho que ler ele novamente, na última vez eu devia ter uns 16 anos, hoje tenho 23. Voltando ao assunto, sempre que penso nesse escritor, acabo pensando também no Jotabê, os motivos são quase desconhecidos, mas eu diria que o principal deles é a forma como vocês escrevem seus textos, não sei dizer se escrevem de forma parecida, mas ambas as escritas me agradam, e talvez esse seja o único motivo.

Então, ao falar sobre o livro o seguinte pensamento passou repangalejando em minha mente: "Caramba, nem sei quantos meses fazem desde que eu visitei o Blogson", isso acabou me levando a contar toda a história de como eu conheci o blogson para os meus amigos, falei um tanto sobre o senhor e como é um cara legal, como admiro sua escrita e como o Blogson é incrível. Todos eles acharam tudo super legal, dois deles devem ter seguido o blogson (emily e kadu).

Já imaginou que um baiano que atualmente mora no goiás e tem um blog onde ele se intitula um conde mentecapto estaria falando sobre o senhor em uma roda de amigos da faculdade? Duvido muito!

Aproveitando para responder seu comentário por aqui, foda-se o ChatGPT. Às vezes ele até que é legal, como quando eu preciso fazer uma tarefa extremamente repetitiva e chata mas, no geral, o que ele escreve não transmite muita coisa, pelo menos é assim que eu enxergo as coisas. Sobre sua mulher, eu sinto muitíssimo por ela estar passando por essa situação e estou mandando todas as energias positivas possíveis para vocês dois (hoje em dia eu até que tenho bastante energia positiva). Sobre ter parado de responder as pessoas no Blogson, eu entendo (e lhe respondo por aqui kkkk). Estou indo ali ver seus ebooks, por isso me despeço desta carta.

Só mais uma coisa, comecei a escrever isso de uma forma, ia falar de uma coisa ou outra e acabei juntando tudo por pura preguiça, mas é isso, o importante é conseguirmos nos comunicar, né.

Recebo seu abraço e mando outro de volta, fique bem.

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Acho melhor encerrar por aqui, outra postagem será feita em breve para falar sobre coisas menos interessantes.

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